sexta-feira, 5 de julho de 2013

"A FÓRMULA DA SALVAÇÃO!

O que é feito dela
Para a próxima corrida
A camisola amarela
Continua escondida
Antes do pior acontecer
Qual é o seu desejo
O que pensa fazer
No escuro, escuro vejo
Deixem as pessoas viver
Incomoda o percevejo
Dizem que foi encontrada
A fórmula da salvação
Não se sabe onde está guardada
Para  a desagregação
Da coligação falhada
Para salvar a nação
Descoberta macabra
Por duvidoso cientista
 Seu conteúdo não manifesta
Saída da Tróika imprevista
Com brincadeiras de mau gosto
E sem dinheiro menos se acredita
 Em boas  férias no mês de Agosto!...

quarta-feira, 26 de junho de 2013

"PALAVRÕES"

De olhos postos
São apenas palavrões
Falam em baixar impostos
Aproximam-se eleições
   Com promessas a sorrir  
De falsas preocupações
Falam para o povo a mentir
Para lhe sacarem os tostões
Prometem com trocadilhos
Da política são tradições
Faladores empecilhos
No país das ilusões!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"PENSAMENTO ATUAL"

Política infernal
Portugal das grandezas
Pensamento atual
Das cabeças pensadoras
Coisas belas portuguesas
Elegantes morenas e loiras
Com ou sem razão
Fica quedo em seu lugar
Quando pedirem sua opinião
Com precisão a deve dar
Não se arme em casmurrão
Não vale a pena teimar
Come lá o seu quinhão
Deixa de tanto reclamar!

sábado, 18 de maio de 2013

"AOS BANDOS VINHAM ELAS"

Meu Alentejo Querido. 
 Planicie do latifundiário
Já foste terra de muito trigo
Quando não se cumpria horário.
 Derramadas foram muitas lágrimas
Sobre as espigas do trigo ceifado
Na terra virada pelas aívecas
lavrada com o arado.
Aos bandos vinham elas
À procura de comida
Cheias de fome as arvelas
Na terra pelas aívecas mexida.
Meu Alentejo, terra queimada
Do calor, do sol ardente
Contra a exploração, lutava
 Muita gente descontente.
Com medo da repressão
Respondiam a cantar
Contra os traidores da nação
Continuaremos a lutar!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"MAMÍFERO ROEDOR!"

Só faltavam mais estas
Passos Coelhos, dizia
As cantas não dão certas
Culpada é a democracia.
Com ela quer acabar
Para pôr as cantas em dia
Contra o povo governar
A favor da tirania.
Coelho, não é gente
É mamífero roedor
Selvagem insistente
Por onde passa destruidor.
Matar dois de uma cajadada
Com proveito simultâneo
Para comer não vale nada
Se tem lepra é medonho.
Animal estrupador
Come a erva do rebanho
Está sendo zombador
Lá no cimo do patrono
Armado em valentão
Lá no meio do arvoredo
Será grande o trambolhão
Se o caçador mexer o dedo!

sábado, 27 de abril de 2013

"VITINHO, O MANAJEIRO!"

Instalou a  confusão
O grande chefe mariolas
Ainda pensa ter razão
Quer o povo preso nas argolas
De mansinho, traiçoeiro
Grande rapa caçarolas
Vitinho, o manajeiro
 Por linhas tortas
Teima escrever direito.
Anda de arriata comprida
Caminhando em grande velocidade
Leva pressa na subida
Impondo as regras da sua vontade
Quer ver o povo de mão estendia
Pelas ruas a pedir esmola
De inteligência extra convertida
Com ideias fascistas na cartola!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"ORA ESSA, VÁ VOCÊ!..."

Um alentejano para o outro:
-Oh compadre, vai chover!
-Ora essa, vá você...
Dois alentejanos a conversar:
- "Fô aqui compadre, qu'ê me tornê home!"
- "A serio, compadre?", diz o outro
- "A serio! E a mã estava a vendo tudo!"
- "Oh! Oh! E ela na dizia nada?"
- "Dizia pois! Dizia méééééééé!..."

domingo, 21 de abril de 2013

"O ALENTEJANO, O BURRICO E A CASA AMARELA!"

Um alentejano resolveu, Lisboa visitar
No seu burrico se montou
Todo o caminho a trotear
Quando à noitinha chegou
Ao eléctrico amarelo da carris 
Preso pela arriata o deixou...
Depois de um dia feliz
Uma pensão para dormir procurou
Próximo do local, onde tinha
  Deixado preso, o seu burrico
Quando no quarto da pensão entrou
Que por sua dona indicado tinha sido
Para os lençóis brancos olhou...
Para os não sujar
Debaixo da cama se deitou
Toda a noite no seu burrico a pensar
Mais tarde um casalinho
Em lua de mel, na mesma pensão
Um quarto procurou
E a dona da pensão
O quarto do alentejano indicou.
A cama estava vazia
Para debaixo da cama não olhou
Que ele lá estava, ela não sabia.
O casalinho, na cama se deitou
 A coisa começa a aquecer
No jogo do mete e tira
E torna a meter
A moça a delirar
Começa a gemer
Ai, ai, ai querido
Lisboa inteira, estou a ver...
Debaixo da cama diz o alentejano
Atã, vomecê tás a ver a casa amarela
Onde meu burrinho deixei preso!...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"PARAGEM FORÇADA!"

Um país em paragem forçada
Dizem os entendidos na matéria
Das medidas,  política asfixiada
Sem crescimento, causa miséria
Orçamento mal programado
Por violar a constituição
Nunca deram conta do recado
Ao Tribunal fazem acusação
Nomes não vou mencionar
Todos sabeis quem eles são
Tiveram muita pressa para entrar
Para sair teimam não abrir o portão
Vivem lá num confortável luxo
Nesta cada vez mais pobre nação
Todos eles a encherem o bucho
Comem do melhor que há
Muito recebem, sem nada fazer
O Zé trabalhador tudo pagará
Por isso menos receber
Alegremente, vai cantando
Com o estômago a dar estalos
As galinhas os ovos pondo
No poleiro, cantam os galos!

terça-feira, 2 de abril de 2013

"FIM DA BRINCADEIRA!"

A menagem decifrei
Para ser lida em liberdade
Aquela mentira inventei
Não ser essa a minha habilidade
A falar verdade continuarei
Foi uma brincadeira de Abril
País dos processos lentos
Em Portugal, leis de funil
Afinal todos estão atentos!